sábado, 19 de setembro de 2009

EU QUERO OS MEUS AMIGOS DE SAMPA AQUI COMIGO!
Bom diaaa! Como é bom dormir com chuva e não acordar de ressaca!!!




" Eu acredito. Acredito no tempo. O tempo é nosso amigo, nosso aliado, não o inimigo que traz as rugas e a morte. O tempo é que mostra o que realmente valeu a pena, o tempo nos ensina a esperar, o tempo apaga o efêmero e acaba com a dúvida. "

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

" Uma pessoa olhando para um celular que não toca - não há cena mais idiota. Os celulares foram justamente inventados para que ninguém precise mais ficar aguardando uma ligação ao lado do telefone. (...)
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Acende um cigarro e tudo ganha mais sentido. Agora não apenas olha para um celular - olha para um celular, enquanto fuma. Poderia ficar assim pelos próximos anos. (...)
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Gosta da pose em que está: fumando, com o olhar de soslaio. Imagina que, se houvesse alguém para vê-la, estaria linda "
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não noutra alma. Só em Deus - ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Sexta :)
Bom final de semana para todos.
PAZ!
muaaaah ;*

Ando bem, mas um pouco aos trancos. Como costumo dizer, um dia de salto 7, outro de sandália havaiana.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Interessa é que a proibição, assim vem antes da culpa. Ela é que é o problema, sou viciada é nela, em confrontá -la. Pois não posso negar que chutar um cristal seja o maximo de excitação, que dar amendoim para o macaco na jaula é uma alegria sem precedentes, que pisar numa grama bem cortada é um alivio para qualquer dor; e que o coração bate pelo corpo inteiro, mas, no meio, pulsa forte, bem no meio, fazendo parecer que o vicio vale a pena.
" ....Sofrimento amoroso, a dor mais inspiradora e mais perversa. Pois a profundidade do sentimento que acabou atinge camadas até então intocadas. Não deu certo, e você tinha toda a certeza que havia achado a pessoa da sua vida. Mil desentendimentos foram suficientes para acabar com tudo. E dói. Porque, se é como um edredom de penas de ganso estar amando sendo amado, o contrário é mesmo o miserável frio.Paixão, a idiotice necessária. Logo, primeiro se é um idiota, depois se ama e se entende estar para sempre acompanhado. Por debaixo do edredom de penas de ganso, que é o estado amoroso. Então os canais de comunicação se engarrafam. Congestionam-se as veias. Seu coração fica dilatado igual a coração de grávida. A caixa torácica torna-se pesada, a postura fica meio curva. Você levanta e parece que continua com a cadeira colada à bunda. Por fim, você corre sem sair do lugar..... "

" ....Eu ficava naquele estágio inicial do sono, chamado de vigília, quando posso levantar-me sonâmbula e cometer burrices. Outras horas caída dentro do quarto e derradeiropatamar da hierarquia de Morfeu, chapando sem descansar. Esperando você ligar. Acordada, deitada, esperando você ligar. Penso que fui tão má, a ponto de merecer isso. Você me conheceu habituada ao seguro. Executando com prazer o meu papel. Testando a vida sem mediocridade, mas à beira dela. Desculpa se tive medo.Eu tive medo. Tive e tenho. Medo, inveja, ódio, ciúmes. Não menti, não queria mais a minha vida, mas tinha que defendê-la. E mesmo desde cedo te amando, desde cedo te expulsando.... "

" ......Grandes sentimentos são assim, atiçam os nervos, enrijecem os músculos, liberam enzimas...... "

quarta-feira, 1 de julho de 2009

“ Eu gostaria de ir embora para uma cidade qualquer, bem longe daqui, onde ninguém me conhecesse, onde não me tratassem com consideração apenas por eu ser ‘o filho de fulano’ ou ‘o neto de beltrano’. Onde eu pudesse experimentar por mim mesmo as minhas asas para descobrir, enfim, se elas são realmente fortes como imagino. E se não forem, mesmo que quebrassem no primeiro vôo, mesmo que após um certo tempo eu voltasse derrotado, ferido, humilhado ? mesmo assim restaria o consolo de ter descoberto que valho o que sou ”.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Caio Fernando Abreu - Carta Anônima

Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos e com mais força enquanto a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. Se não dormisse cedo nem estivesse quase sempre cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam clack! de madrugada e eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis. Brilham, na palma da minha mão. Num deles, tem uma borboleta de asa rasgada. Noutro, um barco confundido com a linha do horizonte, onde também tem uma ilha. Não, não: acho que a ilha mora num caquinho só dela. Noutro, um punhal de jade. Coisas assim, algumas ferem, mesmo essas que são bonitas. Parecem filme, livro, quadro. Não doem porque não ameaçam. Nada que eu penso de você ameaça. Durmo cedo, nunca quebra.

Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, depois de trabalhar o dia inteiro, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você. Quando não encontro lugar para sentar, o que é mais freqüente, e me deixava irritado, descobri um jeito engraçado de, mesmo assim, continuar pensando em você. Me seguro naquela barra de ferro, olho através das janelas que, nessa posição, só deixam ver metade do corpo das pessoas pelas calçadas, e procuro nos pés daquelas aqueles que poderiam ser os seus. (A teus pés, lembro.). E fico tão embalado que chego a me curvar, certo que são mesmo os seus pés parados em alguma parada, alguma esquina. Nunca vejo você - seria, seriam? Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. Finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã ou comer salada de frutas em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você. Digo eu também, mas não sei o que falamos em seguida porque ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos melosos piegas bregas românticos pueris banais. Mas no que eu penso, penso também que somos meio tudo isso, não tem jeito, é tudo que vamos dizendo, quando falamos no meu pensamento, é frágil como a voz de Olívia Byington cantando Villa-Lobos, mais perto de Mozart que de Wagner, mais Chagal que Van Gogh, mais Jarmush que Win Wenders, mais Cecília Meireles que Nelson Rodrigues.

Tenho trabalhado tanto, por isso mesmo talvez ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. E deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.

Demora tanto que só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. Suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão freqüente. Caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito repito em voz baixa te amo tanto dorme com os anjos. Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack! como se fosse verdade, um beijo.

…..

segunda-feira, 6 de abril de 2009

" Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não consegurás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele (...) "

domingo, 5 de abril de 2009

Não, o melhor é nao falares, não explicares
coisa alguma. Tudo agora está suspenso. Nada
aguenta mais nada. E sabe Deus o que de
sencadeia as catástrofes, o que é que derruba um
castelo de cartas! Não se sabe.. Umas vezes passa
uma avalhanche e nao morre uma mosca... Outras
vezes senta uma mosca e desaba uma cidade.

terça-feira, 31 de março de 2009

" Nós todos vivemos dias incríveis
Que não passam de ilusão
Todos vivemos dias difíceis
Mas nada disso é em vão "

Sem animo pra isso aqui!

Drink Drank Drunk (6 ...

domingo, 29 de março de 2009















Penso !

Conceitos, sentimentos, afazeres
Culpa, consentimento, deveres
Impositores forçam a goela baixo
Verdades improvadas

Drinks, drogas e vida
Fuga, prazer e morte
Contam com tanta sorte
Pra aquecer a cama fria

Os corpos não somos nós
Os assassinos sim somos
Educamos deseducando...

Amem, matem e morram
Essa é a condição de seu mundo
Mude se conseguir.

Mas por aqui, só ocorrerá
Essa mudança
se você se permitir.

Por: Pedro Gorrão.